VIDE – NOSSA HISTÓRIA



 


Para entender a história da VIDE é necessário olhar para os meados de 1998, quando começou, por parte de um grupo de irmãos da Segunda Igreja Presbiteriana de Uberlândia, uma maior busca de conhecimento de Deus, maior demonstração de amor verdadeiro para com os irmãos, maior pensar nos outros, maior ajudar a todos. Entenderam que precisavam somente da graça de Deus sobre suas vidas e que por eles mesmos não poderiam, nem ser salvos e nem caminhar na vida cristã, senão somente através de Jesus Cristo. Esse grupo de irmãos iniciou o firme propósito de pagar o preço em relação a uma maior consagração a Deus, separar mais tempo para oração, estudar a Palavra e praticar o que estavam aprendendo. Cada vez mais crescia nestes fiéis o desejo de buscar uma vida de maior santidade diante do Senhor e liberdade no Espírito Santo. Eles estavam aprendendo o que é depender totalmente de Jesus Cristo em suas vidas pessoais e em suas vidas como igreja. Em agosto de 2001 a igreja recebeu a notícia que seu pastor-auxiliar a deixaria para pastorear outra igreja irmã. Havia então a necessidade de convidar um novo pastor para ocupar seu lugar. O Conselho começou a busca por um pastor que se encaixasse no perfil da Segunda Igreja. Deveria ser um homem de oração, que cresse nos dons do Espírito Santo, que fosse firme nos ensinamentos da Palavra de Deus, que tivesse intrepidez no falar, disciplinando, ensinando, exortando. Todos do Conselho foram unânimes em colocar este pedido em oração na presença de Deus. Começou então um mover de oração em todas as reuniões na igreja e fora dela, no templo e nas casas.

Em novembro de 2001 o então Presbítero Sirlei de Oliveira Souza era o relator da comissão designada para contatar pastores a serem ouvidos pelo Conselho, com vistas ao convite para o pastorado-auxiliar. Na época, encontrava-se na cidade o Rev. Alan Moraes de Oliveira Júnior, que pregava em algumas reuniões na Igreja Presbiteriana Central. O irmão Sirlei foi ouvi-lo e ao final de uma dessas pregações o procurou. Falou-lhe da possibilidade de pregar na Segunda Igreja, o que foi sinalizado de forma positiva, esperando somente a aprovação do Conselho. Pastor Alan pregou então em um dos cultos semanais. Com aquela primeira pregação os corações do Conselho e da igreja estavam convencidos de que aquele era o pastor que estavam pedindo a Deus, mas faltava ainda a aprovação formal do Conselho e o exame do pastor junto ao Presbitério Pontal do Triângulo Mineiro (PPTM). Acompanhado dos presbíteros Augusto Bond e Sirlei de Souza o Pastor Alan foi a Uberaba, em dezembro de 2001, foi examinado pela Comissão de Distribuição de Campos do PPTM, e aprovado com vistas ao pastorado-auxiliar, para a Segunda Igreja Presbiteriana de Uberlândia.

Em janeiro de 2002 Pastor Alan assumiu efetivamente seu trabalho. Desenvolveu seu pastorado com grande alegria, sendo muito amado por quase todos, pois demonstrava as qualidades que a igreja procurava. Era aberto em relação à liturgia – música, danças, coreografias, etc. –, incentivava aos membros a buscarem mais a Deus individualmente e ensinava com bastante propriedade a questão da fidelidade em tudo, incluindo dízimos e ofertas, sempre alertando que para o Senhor o que vale realmente é a disposição do coração e não a obrigatoriedade da religião. Tudo parecia ir muito bem até que na reunião do PPTM em janeiro de 2003, veio à tona uma falsa acusação de que o pastor estaria dividindo a igreja. Isto chocou a todos os presentes, até mesmo ao próprio Pastor Alan, que não sabia de nada. Em razão disto as autoridades do Presbitério cogitaram em sua saída do pastorado daquela igreja. Depois de muitas horas de conversações, discussões e esclarecimentos, os membros do Presbitério resolveram mantê-lo na Segunda Igreja. Por causa desta reunião o ano de 2003 não correu muito bem, pois sempre havia conversas paralelas dentro e fora da igreja. Fatos se transformavam em fofocas pelos cantos e eram distorcidos para prejudicar o pastor-auxiliar. O acusavam em reuniões oficiais e extra-oficiais, julgavam-no incentivador de práticas pentecostais, rebelde contra as doutrinas bíblicas e reformadas, bem como um pastor fora dos padrões da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Ao mesmo tempo em que aconteciam estas falsas acusações, acompanhadas de muita tempestade dentro da igreja, crescia aquele grupo de irmãos que buscava a face de Deus mais fervorosamente e se fortaleciam nas orações e comunhão. Os grupos de oração e estudos bíblicos nas casas, eram incentivados e apoiados por parte do Conselho da igreja e pelo Pastor Alan a fim de promover o crescimento espiritual da igreja e a maior comunhão com Deus e com os irmãos. Em maio de 2003 iniciou-se uma confraternização mensal na Imperhouse, empresa de um de nossos irmãos, aonde todos os grupos familiares vinham e se alegravam na presença de Deus. No início era cerca de 120 pessoas e este número crescia a cada mês, pois as orações e a comunhão eram constantes. Quanto maior a tempestade, mais se buscava refúgio no Senhor. A igreja caminhava com algumas dificuldades, mas de certa forma ia bem e crescia... até que em 06 de outubro de 2003 parte do Conselho foi surpreendida com uma Carta Denúncia contra o Pastor Alan, assinada por 23 pessoas, acusando-o pela forma litúrgica como dirigia os cultos, bem como por suas práticas e pensamentos que supostamente eram contrários à doutrina presbiteriana. Acusaram-no ainda de acepção de pessoas, juntaram reclamações de membros que não eram visitados, e outras coisas mais. Começava aí uma batalha espiritual e eclesiástica que contribuiria para a formação da VIDE. Nesta reunião, o Conselho decidiu discutir o documento de acusação em outra oportunidade. Uma reunião foi marcada para o sábado dia 11 de outubro de 2003, e mais uma vez, parte do Conselho foi surpreendida com um protocolo do Presbitério, acusando o recebimento da carta denúncia, das mãos de um dos Presbíteros do Conselho da Segunda Igreja. Isto trouxe muito desconforto e até indignação em alguns dos membros do Conselho. Em razão deste documento, o conselho teve de encaminhar a carta denúncia ao Presbitério. A partir daí os grupos familiares passaram a se reunir com mais freqüência no mesmo local, e já se sabia do processo eclesiástico aberto contra o Pastor Alan. Mas a busca em oração a Deus não cessava e o crescimento da comunhão entre os irmãos era visível, um fortalecendo o outro. Esse grupo já contava com cerca de 180 pessoas. A abertura do processo contra o Pastor Alan apontou para um Tribunal Eclesiástico, que aconteceu em 4 etapas muito desgastantes para todos. Esse tribunal resultou na expulsão do Rev. Alan Moraes de Oliveira Júnior do quadro de ministros da IPB, às 02h30 do dia 29 de novembro de 2003. Grande parte daquele grupo de oração estava presente na Quinta Igreja Presbiteriana de Uberlândia, naquela madrugada tão triste. No dia 30 de novembro de 2003 parte da liderança da Segunda Igreja Presbiteriana (6 Presbíteros e 6 Diáconos) não aceitou a decisão da madrugada anterior e enviaram documento pedindo seu afastamento como oficiais da Igreja Presbiteriana do Brasil. Essa liderança, em concordância com aquele grupo de oração, convidou o Pastor Alan a pastoreá-los, ele aceitou com muita alegria e prontidão, e respondeu aos irmãos o que já havia reafirmado diante do Presbitério, isto é, a palavra que havia recebido do Espírito Santo em relação à cidade de Uberlândia e em relação ao seu ministério: “Fui chamado por Deus para ser pastor e, como pastor vim a Uberlândia. Não tenho palavra dEle para deixar esta cidade. Portanto, mesmo com minha expulsão da Igreja Presbiteriana do Brasil e conseqüente saída da Segunda Igreja Presbiteriana de Uberlândia, ficarei aqui. Creio que existe um povo nesta cidade a quem devo pastorear. Não buscarei e nem chamarei nenhuma ovelha do aprisco de outro pastor, mas todas as ovelhas de Jesus que vierem ao meu aprisco, as receberei com alegria.” Nada foi planejado (por homens)! Nem pelo Pastor Alan, nem pela liderança e nem mesmo pelo grupo de irmãos que buscavam mais conhecimento e intimidade com Deus. Nascia então a VIDE (Visão Integral do Evangelho).

Naquele mesmo dia 30 de novembro de 2003, às 18h00, realizamos nosso PRIMEIRO CULTO AO SENHOR NOSSO DEUS. Estavam presentes cerca de 240 pessoas, adorando e celebrando a JESUS no Manaim, lugar de bênção, pequeno acampamento, pertencente ao casal Presbítero Sirlei e Clarice. Após o culto já tivemos nossa primeira comunhão festiva, tão presente na VIDE até hoje, uma deliciosa galinhada. A partir daí começamos a nos reunir semanalmente, no Manaim. Apesar da distância, das dificuldades de transporte, da chuva, do barro, o número de pessoas crescia... A cada culto mais e mais irmãos vinham e o salão de reuniões do acampamento já se tornava pequeno, mesmo com as crianças em sala separada. Era preciso encontrar outro local para nos reunir. A igreja começou a orar e a procurar a melhor alternativa. Deus, então nos mostrou o lugar – Avenida Fernando Vilela, 1992. Isso alegrou o coração de todos. O lugar estava preparado para servirmos ao nosso Deus.

                No dia 21 de dezembro de 2003 às 18h00 celebramos o primeiro Culto no ‘galpãozim’ – como carinhosamente era chamado. Havia então cerca de 350 pessoas participando daquele culto. Louvado seja Deus! Em 2010 completamos 7 anos de vida – dia 30/11/2010, contamos com cerca de 800 pessoas freqüentando a VIDE. Ela continua amorosa, viva, crescente, vibrante, alegre, cheia de comunhão e buscando acertar o ALVO, que é O SENHOR JESUS. Continuaremos a buscar a Palavra de Deus. Oramos e esperamos em nEle que ela seja sempre saudável como igreja e que a visão de alcançar e abençoar pessoas more no coração de todos, sempre.

(Pela VIDE – Presbítero Augusto Bond 1° secretário do Conselho de Liderança da MISSÃO VIDE e Pastor Alan Oliveira)





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