A Des-Graça do Legalismo e a Liberdade da Graça


 


a DES-GRAÇA do legalismo

e a liberdade da GRAÇA!

Tirei alguns dias de férias com minha família e resolvemos ir para uma praia com uma turma da minha igreja.

Foi um momento muito gostoso na presença de Deus e também uma boa convivência com essa turma muito animada.

Nessa viagem tive a oportunidade de pensar e refletir sobre o que é Legalismo, e o que é Liberdade.

Tive também a oportunidade de conversar com um jovem que estava conosco na excursão e que por alguns motivos não está mais na “igreja” – (é bom deixar bem claro que não estou aqui falando da salvação desse jovem). Depois dessa conversa fui refletir que existem muitas pessoas que carregam traumas com relação à comunidades religiosas, e outras que abandonaram completamente a fé cristã por conta de não se encaixarem nos estreitos trilhos das regras rigorosamente impostas por tais instituições. Essas pessoas não conseguiram carregar o pesado fardo que quiseram impor sobre elas e não vendo nenhuma alternativa, abandonaram o “barco”, foram empurradas para fora da igreja local. Muitas vezes essas pessoas são taxadas de pecadores indignos, por terem jogado uma partida de futebol, ter ido ao cinema, ter ouvido uma música “não gospel” no rádio, ter tomado uma taça de vinho, ou colocado um brinco, ou feito uma tatuagem, ou discordado da opinião política do líder, ou coisa do tipo.

Mas será que o Reino de Deus é isso? Um monte de regrinhas que temos que cumprir?! Será que temos mesmo que cumprir uma série de detalhados regramentos para obtermos o favor de Deus? Será que não há liberdade para o cristão? Temos que ser tratados como eternas crianças, ou poderemos caminhar para uma fé mais adulta, mais madura, e mais serena e equilibrada?!            

Mas quais seriam as causas desse legalismo dentro das comunidades religiosas? Elaborei algumas possibilidades:

1º - O legalismo nasce de um desejo de controle sobre o outro. Uma comunidade legalista tem um líder que gosta de controlar a vida dos seus liderados em tudo (aparência, corte de cabelo, lugares que freqüenta, roupa que compra, amigos com quem anda, música que ouve, bebidas e comidas que consome TUDO...);

2º - O legalismo (legalista) não suporta a idéia da liberdade, que é a essência da Graça e da relação de Deus conosco. Somos livres para amá-Lo ou para abandoná-Lo. Jesus não quer ninguém seguindo-O porque foi forçado a fazê-lo. Ele deseja que homens e mulheres O sigam porque desejam amá-Lo, porque livremente querem servi-Lo. Ele também nos livrou na “maldição da lei”, que consistia em ordenanças, para que, livres de dogmas e muitos regramentos impossíveis de cumprir, tivéssemos um relacionamento baseado na liberdade e na graça. Não foi à toa que Ele disse: “...conhecerão a verdade e a verdade os libertará...”. O apóstolo Paulo, também escreve: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão”.

Infelizmente há muitos cristãos que não conseguem conviver com a idéia da Graça, porque suas mentes estão contaminadas com o pensamento mundano, já que a Graça é estranha ao mundo (afinal, como diz o ditado: “na vida nada é de graça”). Graça é algo do Reino de Deus. Esses que invejam e controlam, sendo crentes mundanos, querem controlar os que vivem em liberdade, já que para eles essa idéia – em si mesma, é insuportável.

Sendo assim, o legalismo é fruto de uma incompreensão da essência do Reino de Deus e da Pessoa do próprio Deus. Muitos ainda preservam um pensamento obscurantista, insistindo em entender e querer que os outros encarem o Reino de Deus como um conjunto de “regrinhas”.

Será que o papel da igreja, dos ministros, dos cristãos, é mostrar ao mundo uma religião como outra qualquer? Cheia de ritos e de regrinhas ridículas que devem ser cumpridas à risca, sob pena de humilhação pública? NÃO! Isso é diminuir demais o valor do sacrifício de Jesus. Será que foi para isso que Jesus morreu na cruz? NÃO! Será que todo aquele sacrifício foi, para que depois, nos transformássemos em religiosos controladores da vida alheia? NÃO! Tão grande sacrifício na cruz não pode ser assim banalizado e ridicularizado. É preciso compreender que o sacrifício foi muito grande e dali, da Cruz, jorrou GRAÇA, verdade, liberdade, amor, salvação, perdão, justiça, vida eterna!

O reino de Deus não é um conjunto de regrinhas, mas é paz, é justiça, é alegria no Espírito Santo. A salvação não é decorrente do cumprimento de regramentos humanos, mas é pela graça, mediante a fé, para que ninguém se gloria senão na Cruz. Santidade não é o cumprimento de uma série de “não toque”, “não prove”, “não manuseie”, “não escute”, “não assista”, mas sim fruto de um desejo de ter um caráter parecido com o caráter de Deus. Santidade é fruto de uma decisão de buscar ser parecido com Jesus em Seu caráter. Não fomos salvos para viver debaixo de um jugo maldito, mas para sermos livres, foi para a liberdade que Ele – sim Ele, nos libertou.

Evangelho é GRAÇA e LEVEZA. Por isso que Jesus disse: “Venham a MIM os que estão cansados e sobrecarregados que EU vos aliviarei. Tomem sobre vocês o MEU jugo, porque o MEU  jugo é suave e o MEU fardo é leve”! 

Em CRISTO,

Roberto Cezar


por Roberto Cezar


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